"Meu texto, não quer ser útil, não quer ser moda, não quer estar certo. Meu texto não quer ser belo, não quer ser feio, não quer nascer pronto. Meu texto não quer traduzir, não quer protestar. Não quer ser sucesso, não quer ser reflexo, não quer revelar nada. Meu texto não quer me pertencer. Não quer ser história, não quer ser resposta, não quer perguntar. Meu texto quer estar além do gosto, não quer ter rosto, não quer ser cultura. Meu texto não quer ser de categoria nenhuma. Meu texto quer ser só texto. Meu texto não quer ser pouco." ( Adriana Calcanhotto) [Modificado]



domingo, 23 de janeiro de 2011

Sobre sentimentos...

Vocês devem saber quem é o Christian Pior, do programa "Pânico" não é? Então, esse cara é muito inteligente, eu adoro os textos dele. O blog é o Ovulando por Christian Pior. Indico!!!
Aqui está um dos textos para vocês se deliciarem...

Pensamentos soltos


Porque você me promete o mundo, se você não tem nem mundo próprio ou você nem se entende no seu próprio mundo?Como você pode querer entrar no meu?Como você consegue não brincar na sua própria vida, mas consegue brincar com os sentimentos alheios? Por que o coração da gente, muitas vezes é confundido como bola de futebol, bola de queimada, bola de volei e, muitas vezes, até peteca? Sabia que ainda não existe maquiagem anti choro? Não existe um corretivo capaz de aplacar as lágrimas.Não existe uma sombra que disfarce a tristeza de um olhar.Não existe um rímel que levante a moral.Infelizmente e injustamente, as palavras tem poder.Elas causam de tudo: de alegria à tristeza.De dor à medo.De depressão à extase.
Muitas vezes a palavra amor foi usada para conseguir sexo, dinheiro e vitória.Milhões de vezes, a palavra amor não cumpriu o seu papel.E lá sabemos de verdade o que é amor? Nem sabemos direito quem a gente é.
Às vezes, para fazer certas ousadias, precisamos de algumas tequilas, nos enfiamos em empregos que não gostamos, suportamos pessoas por sobrevivência, casamos para escapar de casa ou de alguma rotina, transamos para esquecer alguém e nos metemos a amar pessoas que a gente nem conhece direito.Ah, as nossas imperfeições tão humanas.São elas que geram música, livros, teatro, filmes.Nossos machucados em forma de arte.Claro que também celebramos alegria.Mas a tristeza, o ódio, a vingança, a raiva e a inveja, vendem.
O chicote do destino, o tapa forte da verdade, o beliscão doído da angústia, a catarrada na cara da perda e a risada debochada da ansiedade.Continuemos.A vida continua, independente de nossos anseios.

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