"Meu texto, não quer ser útil, não quer ser moda, não quer estar certo. Meu texto não quer ser belo, não quer ser feio, não quer nascer pronto. Meu texto não quer traduzir, não quer protestar. Não quer ser sucesso, não quer ser reflexo, não quer revelar nada. Meu texto não quer me pertencer. Não quer ser história, não quer ser resposta, não quer perguntar. Meu texto quer estar além do gosto, não quer ter rosto, não quer ser cultura. Meu texto não quer ser de categoria nenhuma. Meu texto quer ser só texto. Meu texto não quer ser pouco." ( Adriana Calcanhotto) [Modificado]



quarta-feira, 26 de janeiro de 2011



Ela era muito elegante, e não havia homem que resistisse aos seus encantos. Sua voz, sua pele, seu rosto, tudo reluzia a luxo e glamour. Tão altiva, parecia dançar entre os caminhos, sobre seus saltos inacreditavelmente altos. Quanta graça e suavidade.

Seu olhar brilhava, e como dizia coisas... infinitas e indecifráveis. Guardava um segredo alí, disso não havia dúvida...

Mas, do nada e sem porquês, ela já não era a mesma.

Passou a andar cabisbaixa, seus olhos figitivos não encarava ninguém... era muito estranho.

Agora era mais interessante ainda observá-la. Havia mistério em tudo o que fazia, cada movimento, cada gesto, pareciam denunciar o que sentia, mas como era difícil entender.

No fundo guardava um enorme desejo, uma ânsia quase sobrenatural... estava cansanda de tanta admiração, não queria ser mais assim...

Sonhava em ser livre, mas ninguém entendia, como tanta baleza poderia não ter destino assim. É, ninguém a entendia...



by Myrlya Saraiva.

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