"Meu texto, não quer ser útil, não quer ser moda, não quer estar certo. Meu texto não quer ser belo, não quer ser feio, não quer nascer pronto. Meu texto não quer traduzir, não quer protestar. Não quer ser sucesso, não quer ser reflexo, não quer revelar nada. Meu texto não quer me pertencer. Não quer ser história, não quer ser resposta, não quer perguntar. Meu texto quer estar além do gosto, não quer ter rosto, não quer ser cultura. Meu texto não quer ser de categoria nenhuma. Meu texto quer ser só texto. Meu texto não quer ser pouco." ( Adriana Calcanhotto) [Modificado]



terça-feira, 22 de março de 2011

Quando bate a insegurança...

O ser humano é um ser egoísta.
Não, não é uma constatação nova, não descobri a pouco tempo...
É só inconformação mesmo.
Achar que tudo pode ser objeto de posse é querer ser exclusivo,
é mesquinho e muitas vezes cruel.
Querer a atenção, o desejo e até os pensamentos de alguém voltados
para si soa mais que estranho, soa impossível.
Não sei de onde vem o ciúme, mas desconfio que venha mesmo da
insegurança, do medo da rejeição, de não ser amado ou importante o suficiente.
Existem pessoas que não conseguem manter um relacionamento sem ciúme,
outras acreditam cegamente na fidelidade do outro.
Eu tento [mais uma vez] ficar no meio termo.
Mas tem gente que provoca, e um ciumento num deixa de sê-lo, talvez diminui, mas não cessa
por inteiro.
O ser humano tem a tendência à não resistir às tentações, é interessante, e até gostoso.
Mas ninguém pode oferecer-se, doar-se por inteiro, sem cláusulas de restrições.
Um coração pode amar, mas nenhum coração sobrevive à prisão do ciúme.
Não é bom, é destrutivo e desnecessário. 
Claro que isso tudo é o que eu acho, mas tenho percorrido um longo caminho de
desafetos, dores e desilusões para dizer:
O que apimenta a relação é o novo, não o "terceiro".
por isso, inove-se, renove-se, e, principalmente, AME-SE!
Você só tem a ganhar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário