"Meu texto, não quer ser útil, não quer ser moda, não quer estar certo. Meu texto não quer ser belo, não quer ser feio, não quer nascer pronto. Meu texto não quer traduzir, não quer protestar. Não quer ser sucesso, não quer ser reflexo, não quer revelar nada. Meu texto não quer me pertencer. Não quer ser história, não quer ser resposta, não quer perguntar. Meu texto quer estar além do gosto, não quer ter rosto, não quer ser cultura. Meu texto não quer ser de categoria nenhuma. Meu texto quer ser só texto. Meu texto não quer ser pouco." ( Adriana Calcanhotto) [Modificado]



domingo, 27 de março de 2011

Eu queria ser uma televisão


Eu queria ser uma televisão


Ana Maria, professora do ensino fundamental, pediu aos alunos que fizessem uma redação sobre o que gostariam que DEUS fizesse por eles. Ao fim da tarde, quando corrigia as redações, leu uma que a deixou muito emocionada.


O marido, que, nesse momento acabava de entrar, viu-a a chorar e perguntou-lhe:


- “O que é que aconteceu?” Ela respondeu:


“Lê isto.” Era a redação de um aluno.


- “Senhor, esta noite peço algo especial:
- Transforma-me na televisão.
- Quero ocupar o lugar dela. Viver como a TV da minha casa. Ter um lugar especial para mim, e reunir a minha família comigo…
- Ser levado a sério quando falo…
- Quero ter as atenções e ser escutado sem interrupções nem perguntas.
- Quero receber o mesmo cuidado especial que a TV recebe quando não funciona.
- Ter a companhia do meu pai quando ele chega em casa, mesmo quando está cansado. E que a minha mãe me procure quando estiver sozinha, cansada ou aborrecida. E ainda que os meus irmãos discutam para ver quem fica comigo.
-Quero sentir que a minha família deixa tudo de lado, de vez em quando, para passar alguns momentos comigo. E, por fim, faz com que eu possa diverti-los a todos.
- Senhor, não te peço muito… só quero viver o que vive qualquer televisão”


Naquele momento, o marido de Ana Maria disse:


- “Meu Deus, coitado desse menino! Que pais…”!


E ela olhou-o e respondeu:


- “Esta redação é do nosso filho”.


*Email enviado pela minha amiga Karla Vasconcelos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário